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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

História "A Maria Castanha"


Olá colegas,
Antes de mais, desculpem não vos ter dado notícias há tanto tempo, mas tenho andado muito atarefada. Tenho andado a falar sobre o Outono com o "meu" grupo tenho estado numa sala com crianças de 3,4 e 5 anos. É um grupinho de 9 crianças, o que é óptimo para se trabalhar e são todos RAPAZES!! Não há meninas:) lol

Para a semana estava a pensar contar-lhes a história da "Maria Castanha" e decorarmos Marias Castanhas com eles. Por isso, deixo-vos aqui a história:)

A Maria Castanha

O céu estava cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim.

Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelaremos meninos que corriam e brincavam à vontade, de muitas maneiras: uns andavam nos baloiços e nos escorregas, outros deitavam pão aos patos do lago, outros metiam os pés por entre as folhas secas e faziam-nas estalar – crac,crac - debaixo das botas, outros corriam de braços abertos atrás dos pombos, que se levantavam e fugiam, também de asas abertas.

Era bom ir ao jardim. E mesmo sem haver sol, os meninos sentiam os pés quentinhos e ficavam com as bochechas encarnadas de tanto correr e saltar.

Uma vez apareceu no jardim uma menina diferente: não tinha bochechas encarnadas, mas uma carinha redonda, castanha, com dois grandes olhos escuros e brilhantes.

- Como te chamas? – perguntaram-lhe.

- Maria. Às vezes chamam-me Maria Castanha .

- Que engraçado, Maria Castanha! Queres brincar?

- Quero.

Foram brincar ao jogo do apanhar.
A Maria Castanha corria mais do que todos.

- Quem me apanha? Ninguém me apanha!

- Ninguém apanha a Maria Castanha!


Ela corria tanto. Corria tanto que nem viu o carrinho do vendedor de castanhas que estava à porta do jardim, e foi de encontro a ele.
Pimba!


O saco das castanhas caiu e espalhou-as todas à reboleta pelo chão. A Maria Castanha caiu também e ficou sentada no meio das castanhas.

- Ah. Minha atrevida! – gritou o vendedor de castanhas todo zangado.

- Foi sem querer – explicaram os outros meninos.

- Eu ajudo a apanhar tudo – disse Maria Castanha, de joelhos a apanhar as castanhas caídas.

E os outros ajudaram também. Pronto. Ficaram as castanhas apanhadas num instante.

- Onde estão os teus pais? – perguntou o vendedor de castanhas à Maria Castanha.

- Foram à procura de emprego.

- E tu?

- Vinha à procura de amigos.

- Já encontraste: nós somos teus amigos – disseram os meninos.

- Eu também sou – disse o vendedor de castanhas.

E pôs as mãos nos cabelos da Maria Castanha, que eram frisados e fofinhos como a lã dos carneirinhos novos.
Depois, disse:

- Quando os amigos se encontram é costume fazer uma festa. Vamos fazer uma festa de castanhas. Gostam de castanhas?

- Gostamos! Gostamos! – gritaram os meninos.

- Não sei. Nunca comi castanhas, na minha terra não há – disse Maria Castanha.

- Pois vais saber como é bom.

E o vendedor deitou castanhas e sal dentro do assador e pô-lo em cima do lume. Dali a pouco as castanhas estalavam… Tau! Tau!

- Ai, são tiros? – assustou-se a Maria Castanha, porque vinha de uma terra onde havia guerra.

- Não tenhas medo. São castanhas a estalar com o calor.

Do assador subiu um fumozinho azul-claro a cheirar bem. E azuis eram agora as castanhas assadas e muito quentes que o vendedor deu à Maria Castanha e aos seus amigos.

- É bom é – ria-se Maria Castanha a trincar as castanhas assadas.

- Se me queres ajudar podes comer castanhas todos os dias. Sabes fazer cartuchos de papel?

A Maria Castanha não sabia mas aprendeu. É ela quem enrola o papel de jornal para fazer os cartuchinhos onde o vendedor mete as castanhas que vende aos fregueses à porta do jardim.


Beijinhos
Rita

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Poesias e História de Outono



As Castanhas
As castanhas dão bom cheiro
Que sai do assador
Mas nem só bom é o cheiro
Bom é também o sabor



As Castanhas II
Castanhas, castanhas
Tão quentinhas com sal.
Quentinhas e assadinhas
A ninguém faz mal.
Castanhas assadinhas
Com sal são saborosas.
Quentinhas e boas
São tão gostosas!

As Castanhas III
Castanhas na brasa
De casca a estalar,
Vós sois o regalo
Do meu paladar.

Os ouriços a sorrir
Mostram no seu interior
As castanhas a dormir
Numa alcofa de rigor.

O vendedor de castanhas
Lá anda, de rua em rua,
Vendendo castanhas quentes
No dia triste com bruma.



A festa do outono

Era uma vez uma fruta muito bonita e cheirosa chamada castanha. Ela vivia num belo jardim, cheio de árvores de todas as cores e tamanhos, o jardim das frutas.
Castanha era muito, muito vaidosa e gostava de andar sempre enfeitada e perfumada.
Certo dia, estava a castanha a limpar a casa quando lhe bateram à porta:
- Truz! Truz!
- Já vou...Bom dia Senhor Figo, como está?
- Muito bem, Dona castanha...olhe trago aqui uma carta para si..parece um convite!
- Obrigado, senhor figo...Até amanhã!
- Até amanhã!
A castanha, muito curiosa, abriu rapidamente o envelope e começou a ler. Era um convite para a festa do outono, que teria lugar no castelo da rainha laranja.
Muito contente, deu pulos de alegria...
- Tenho que ir bonita para esta festa..de certeza que os meus amigos vão estar todos lá.
Foi depressa buscar a sua carteira para ir à loja da dona banana, que ficava do outro lado do bosque. E assim foi...
Estava um lindo dia, cheio de folhas de todas cores espalhadas pelo chão..as árvores estavam vestidas de amarelo, castanho e avermelhado..o outono já tinha chegado!
Algum tempo depois, a castanha chegou à loja da dona banana.
- Bom dia, dona banana!
- Olá bom dia dona castanha! há tanto tempo que não a vejo por aqui...
- É verdade...mas hoje venho por um motivo especial..quero comprar um lindo laço para levar à festa do outono, no castelo da rainha laranja.
- Tenho aqui um laço que lhe deve ficar muito bem..gosta?
- Ah!...é muito bonito! Era mesmo o que eu queria! vou levar..
Contente com o seu laço colorido, a castanha veio a cantar pelo caminho..estava a admirar a beleza daquelas árvores de todas as cores..quando, a certa altura, se deu conta de que estava perdida. Começou logo a chorar, muito aflita:
- Ai, como sou distraída, perdi-me e já não sei voltar para casa. Está a escurecer e eu tenho medo do escuro...também deve estar quase na hora da festa do outono.
Entretanto, uma outra fruta que por ali passava ouviu a castanha a chorar:
- Olá! eu sou a pêra. Precisas de ajuda?
- OLá, snif, eu sou a castanha e estou perdida. fui comprar este laço `` loja da dona banana e já não sei o caminho de regresso para casa que fica no jardim das frutas.
- Não te preocupes, eu sei o caminho...eu estou mesmo a ir para aqueles lados. Vou à festa de amiga minha, a rainha laranja.
- Também vais à festa do outono?
- sim, recebi hoje o convite.
- eu também vou para lá. Se calhar podemos ir juntas, não achas?
- Sim, acho uma óptima ideia. Eu não gosto de andar sozinha.
E lá foram as duas, viram que todos os seus amigos já lá estavam, a rainha laranja, o senhor figo, a dona banana e até a noz e a maçã.
- Ah! Afinal sempre vieram...pela demora pensei que já não vinham!(laranja)
- Pois, também pensei o mesmo. Então?! digam lá o que aconteceu (noz)
- Vocês nem imaginam...acreditam que eu me perdi no bosque?(castanha)
- A sério ? mas como é que encontraste o caminho de volta?(maçã)
- Fui eu que a ajudei..agora até somos amigas ehhehe(pêra)
- Ah que bom! Finalmente os meus amigos todos reunidos! Agora sim, podemos começar a festa!(laranja)
Todos se divertiram muito, dançaram, riram e cantaram juntos....

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

"O Nuno Escapa à Gripe A"

Olá colegas,

Recebi um email ontem que continha esta história que está nos e-livro no site do Biblioteca de Livros Digitais

Deixo-vos o link da Biblioteca de livros digitais http://e-livros.clube-de-leituras.pt/elivro.php?id=onunoescapaagripea&vid=

Bejinhos
Rita

domingo, 29 de março de 2009

A Sementinha



Olá colegas,
No filefront, irei deixa a história "A Sementinha", saiu numa revista de Educadores e eu scanei as imagens e coloquei-a em powerpoint.

É muito interessante, pois aborda todos os constituintes das plantas.
Espero que gostem.

Beijinhos
Rita

Ainda Nada?




Olá colegas,

Aqui fica a sugestão de um livro que é excelente para abordar o tema "As Plantas".
O título do livro chama-se "Ainda Nada?". É uma história muito simples, mas de grande profundidade.

Autor: Christian Voltz
Editores: Klandraka
Sinópse:
Conta a história do senhor Luís e da sementinha que depositou na terra. “Ficarei à tua espera”, disse-lhe ele. O tempo passou e o senhor Luís foi todos os dias ver se a sua sementinha se transformava numa bela flor. Todos os dias. Mas nada acontecia. E assim, frustrado, certo dia disse: “Já estou farto! Não merece a pena voltar amanhã.” Só que, afinal, valia a pena voltar no dia seguinte. Valia muito a pena. E, por ter sido impaciente, o senhor Luís perdeu o melhor do seu semeio. Acabou por não chegar a ver a flor.

domingo, 22 de março de 2009

História "A Velha, a Galinha e os Ovos da Páscoa"




Olá colegas,

A Páscoa está a aproximar-se e eu irei começar a abordar o tema com o grupo de estágio. Enquanto andava em pesquisas descobri esta história que achei muito interessante para começar a abordar este tema.



A Velha, A Galinha e os Ovos da Páscoa

Numa aldeia pequenina, havia uma casa, também, pequenina. Nessa casa morava uma velhinha. Ela tinha uma galinha e um coelho.
A galinha morava num ninho de baixo das escadas da casa da velha. A casa do coelhinho era o jardim, aí, podia correr e saltar à vontade. A galinha era a mais bonita do mundo, porque tinha as penas todas coloridas. Todos os dias punha muitos ovos e a velhinha ficava sempre muito feliz, pois, assim, podia utilizá-los para o seu jantar e para fazer bolos deliciosos.
O coelhinho era pequenino, branco e de olhos vermelhos.
A Páscoa estava quase a chegar e a velha, como todos os dias, foi buscar os ovos da galinha e teve uma grande surpresa. Encontrou um ovo enorme e todo colorido, verde, vermelho, amarelo, azul, cor-de-laranja... Com muito cuidado pegou nele e levou-o para a cozinha e começou a pensar o que iria fazer com ele. Era tão bonito que não o podia comer nem utilizar para fazer um bolo. O que poderia fazer???!!!
Então o coelhinho teve uma ideia:
- E se desses esse ovo a um menino ou a uma menina?
A velhinha começou a pensar e lembrou-se que a Páscoa estava quase a chegar e, de certeza, que a criança que o recebesse ia ficar muito feliz. Então disse ao coelhinho:
- É uma boa ideia. Mas a quem e que eu o vou dar? Eu conheço tantos meninos e tantas meninas que iam gostar de receber este ovo.
A galinha estava escondida a ouvir a conversa e decidiu que nesse ano todos os meninos da aldeia iriam receber na Páscoa ovos seus.
A partir desse dia, a galinha começou a por ovos enormes e muito coloridos. Todos os dias a velha e o coelhinho iam ao ninho da galinha buscar os ovos.
No dia de Páscoa, a velhinha e o coelhinho foram dar os ovos às crianças da aldeia e todas adoraram os ovos da galinha.


Espero que tenham gostado.
Beijinhos
Rita

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

História dos Sapinhos



A maioria de nós já colocou em causa se de facto é isto que queremos ser, à maioria de nós já nos disseram que não tinhamos jeito, vocação para esta profissão... Há bem pouco tempo, comecei a questionar-me sobre algumas questões até que me deparei com a "História dos Sapinhos"... Faz-nos pensar...A mim fez...



História do Sapinho

Era uma vez um grupo de sapinhos...
Que organizaram uma competição.
O objetivo era
Alcançar o topo de uma torre muito alta

Uma multidão juntou-se à volta da torre para ver a corrida e animar os competidores...
A corrida começou...

Sinceramente:
Ninguém naquela multidão realmente acreditava que sapinhos tão pequenos pudessem chegar ao topo da torre.

Eles diziam coisas como:
"Oh, é difícil DEMAIS!! Eles NUNCA vão chegar ao topo."
ou:
"Eles não têm nenhuma hipótese de sucesso. A torre é muito alta!"
Os sapinhos começaram a cair. Um por um...
... Só uns poucos continuaram a subir mais e mais alto...
A multidão continuava a gritar
"É muito difícil!!! Ninguém vai conseguir!"

Outros sapinhos cansaram-se e desistiram...
...Mas UM continuou a subir, e a subir...
Este não desistia!

No final, todos os sapinhos tinham desistido de subir a torre, com excepção do sapinho que, depois de um grande esforço, foi o único a atingir o topo!
Naturalmente, todos os outros sapinhos queriam saber como é que ele conseguiu!!!
Um dos sapinhos perguntou ao campeão como conseguiu forças para atingir o objectivo

E o resultado foi…
Que o sapinho campeão era SURDO!!!!

A moral da história é:
Nunca dês ouvidos a pessoas com tendências negativas ou pessimistas...
E acima de tudo:
Sê SURDO quando as pessoas dizem que TU não podes realizar os TEUS sonhos!
Pensa sempre:
Eu POSSO fazer isto!


A partir daí, acreditei que conseguia, que era capaz, que tinha capacidades, que vontade não me falatava e que acima de tudo, que é isto que eu quero fazer da minha vida! Foi a partir daí que decidi lutar, cada dia, e não desistir da minha "Terra dos Sonhos".
Desculpem o desabafo, mas encontrei esta história e lembrei-me desta fase!

Beijinhos
Rita

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ser Educador é...




Olá colegas,

Encontrei este poema nas minhas pesquisas e identifiquem-me, de tal forma com ele, que o decidi partilhar com todos...

Será que se identificam tanto com o poema quanto eu??!!

Ser Educador é...

Ser educador é pintar o mundo de todas as cores
É poder fazer sorrir as crianças
É vê-las crescer
É ajudá-las a aprender.
Ser educador é profissão de amor
E deixar em cada criança
A lembrança de um mundo melhor.
Ser educador é ser poeta
É ser pintor,
É ser palhaço,
É ser actor.
Ser educador é ser criança
É ser adulto
É ter esperança.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O Nariz do Palhaço




Deixo-vos aqui uma história que encontrei e decidi adaptá-la para contar aos "meus" meninos.



O Nariz do Palhaço Trapalhão

Era uma vez um Palhaço, o Palhaço Trapalhão! Era o melhor Palhaço do mundo e o preferido das crianças. Todas o adoravam, quando o viam desatavam logo às gargalhada.
Todos os meninos gostavam muito do circo, gostavam muito dos malabaristas, dos mágicos, dos animais do circo, mas o mais famoso, era o Palhaço Trapalhão.
Mas, o que ninguém sabia era que o Trapalhão era um velhinho muito, muito triste, porque não gostava do seu nariz. Ele achava-o muito feio. Então ele dizia sempre:
-Se as crianças me vissem sem a cara pintada e sem esta máscara iam achar-me horrível com este nariz e nunca mais iam gostar de mim!
Ele sofria tanto por não gostar do seu nariz. Até que um dia lhe apareceu uma Fada que decidiu ajudá-lo:
- Vou-te levar até ao Planeta dos Narizes e, aí vais poder escolher um nariz novo, que te deixe mais feliz.
O Palhaço ficou tão animado com a ideia que só queria que o dia de ir ao Planeta dos Narizes chegasse.
Até que chegou o dia!!! Lá voaram para o espaço, por cima das nuvens, por entre as estrelas até encontrarem o Planeta dos Narizes. Quando chegaram, o Palhaço nem queria acreditar... Haviam tantos narizes para ele escolher... Grandes, pequenos, bicudos, redondinhos... Ficou muito confuso quando foi para o escolher, porque como haviam tantos que ele não sabia qual havia de escolher.
À frente do espelho, o palhaço experimentou vários narizes, até que encontrou um que achou muito bonito, então disse à Fada:
-É este o nariz que escolho, é mesmo bonito! Os meninos vão adorar! Podemos voltar para a terra e obrigado!
No espectáculo seguinte, o Palhaço achou que estava muito bonito e que todos iam adorar o seu novo nariz. Começou a contar piadas, a fazer as suas gracinhas mas... nenhuma criança se riu, nenhuma lhe achou piada... Quando acabou o Palhaço ficou tão triste. Decidiu, então, ir novamente à procura da Fada.
Pediu-lhe para voltar novamente ao Planeta dos Narizes. A Fada levou-o de volta ao Planeta e enquanto escolhia um novo nariz, reparou que estava lá um que nunca tinha visto antes:
-Ah, que nariz bonito...Não tinha reparado neste quando cá estive... Deste aqui as crianças vão gostar, tenho a certeza!
E voltaram os dois para o circo. Quando o palhaço apareceu, as crianças riram-se muito e todas batiam palmas de felicidade. A alegria tinha voltado ao circo.
O Palhaço estava tão feliz que, depois do espectáculo foi logo a correr à procura da Fada para lhe contar a novidade! Quando finalmente a encontrou contou-lhe o que tinha acontecido e agradeceu-lhe. A Fada, então,disse-lhe:
- Sabes Trapalhão, esse nariz de que as crianças tanto gostaram é o teu nariz, aquele que te deixava triste e que não gostavas...
Muito espantado, o Palhaço, nem queria acreditar... Viu-se melhor ao espelho e acabou por reconhecer que era o nariz que tinha deixado no Planeta dos Narizes! A partir desse dia o Palhaço Trapalhão deixou de ser um velhinho triste e passou a gostar do seu nariz, porque era o seu narizinho que fazia rir os meninos no circo!



Espero que tenham gostado.
Beijinhos
Rita

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Origem e Símbolos do Dia dos Namorados



Quando andava nas minhas pesquisas sobre este dia encontrei um documento sobre a origem e sobre os simbolos desta data.

Eu, se comemorar esta data como "Dia dos Namorados", irei partilhá-la com o meu grupo de estágio!



Origem de São Valentim

Os historiados não chegaram a nenhum acordo sobre a origem do dia de S. Valentim. A maioria acredita que esteja associada às festas anuais dos romanos em honra do deus Lupercus, deus dos rebanhos e dos pastores, celebradas no dia 15 de Fevereiro. As festas marcavam o dia da Primavera, na antiga Roma. Por esta ocasião, organizava-se uma espécie de lotaria do amor, que consistia em sortear nomes de raparigas e rapazes, de forma a constituírem-se pares que deveriam sair juntos durante um ano!

A maior parte dos rituais ligados a este dia desapareceu. Antigamente, os apaixonados faziam eles próprios o seu “postal” e compunham uma declaração de amor, sempre no anonimato. Na Idade Média, chamava-se “Valentim” ao cavaleiro que cada jovem escolhia como par para acompanhá-la durante as saídas. E o cavaleiro devia oferecer-lhe uma prenda.

Era também no dia 14 de Fevereiro que as raparigas tentavam adivinhar como seria o seu futuro marido. Para isso, observavam os pássaros: se vissem um pintarroxo, casariam com um marinheiro, um pardal significava um casamento feliz, mas com um homem pobre, enquanto que um pintassilgo indiciava um casamento com um homem rico.



Símbolos


CUPIDO
Na mitologia romana, Cupido (do latim “Cupidus”, que significa desejo) é o deus do Amor. Filho de Vénus, deusa do Amor e da Beleza, corresponde ao deus Eros da mitologia grega. Este jovem deus estava apaixonado pela bela Psyché…

Hoje em dia, Cupido é representado por uma criança nua, por vezes alada, munida de um arco e de flechas. Conta-se que se uma das suas flechas com ponta em prata nos atingir, apaixonamo-nos loucamente pela primeira pessoa que encontrarmos.

Muitas vezes, tem os olhos vendados, traduzindo a cegueira do amor.



OS CORAÇÕES
Os corações vermelhos simbolizam o amor fiel desde a antiguidade. O coração é há muito relacionado com os sentimentos amorosos.




Beijokas
Rita

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Médico



Uma das profissões que considerei essenciais abordar é o Médico.

Através da exploração da imagem deste profissional pretendo verificar:
-O que as crianças sabem sobre esta profissão;
Se sabem que utensílios utiliza;
Que função tem este profissional;
Entre outras coisas.

Para abordar esta profissão irei contar a história “A Camila Vai ao Médico” e irei levar vários instrumentos (pauzinhos, estetoscópio, seringas, pensos, algodão, gases, luvas...), para as crianças brincarem aos médicos, com esses mesmos instrumentos. Irei colocar as crianças dois a dois, em que um é um médico e o outro o doente, o médico terá de o tratar e depois irei perguntando às crianças o que tem o colega, qual a doença... Acho que o grupo irá aderir muito bem e sentir-se muito motivado com esta ideia e, com isto, irei estar a estimular, também, o jogo simbólico!

Beijinhos
Rita

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A Lenda do Arlequim



Olá Colegas,

Aqui fica a "Lenda do Arlequim" para partilharem com os vossos meninos na altura do Carnaval. Eu adaptei-a para power point, podem vÊ-la no meu filefront.




A Lenda do Arlequim

Era uma vez, uma Condessa muito rica, que vivia no seu lindo e grandioso palácio. Todos os anos, a Condessa organizava um grande baile.

Ela convidava todos os rapazes e raparigas da cidade. A condessa só fazia uma exigência aos convidados: tinham que se apresentar mascarados. E durante a festa, era sempre premiado aquele ou aquela que melhor se apresentasse.

Então, em todas as casas de Veneza, as mães esforçavam-se para fazer os melhores fatos para os seus filhos. Só o Arlequim não iria ao baile, porque a sua mãe não tinha dinheiro para lhe fazer um traje.

Os amigos do Arlequim vendo-o tão triste resolveram dar-lhe os restos de tecido que tinham. Então, a mãe do Arlequim conseguiu fazer um fato, cortando os bocados de tecido em losangos.

Assim, o jovem Arlequim pôde entrar no palácio da Condessa com o seu lindo traje. E conta a lenda que foi precisamente o Arlequim quem nesse ano ganhou o prémio por se ter apresentado com o fato mais vistoso e mais original.

E quando a Condessa lhe perguntou como é que tinha arranjado tão lindo traje, ele respondeu que o seu fato tinha sido feito com a bondade dos seus amigos e o coração da sua mãe.

A Condessa apaixonou-se pelo Arlequim e dita a lenda que se casaram e... viveram felizes para sempre!!!!!!


Aqui fica a minha partilha por hoje:)
Beijinhos
Rita

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

"Caracóis de Ouro e os Três Urso"



Olá colegas!

Hoje levei a história da "Caracóis de Ouro e os Três Ursos", mas em versão áudio. Para acompanhar, e como estratégia de motivação levei estes fantoches. Foi um sucesso...:) As crianças adoraram!

De início estava com um pouco de receio que elas dispersassem um pouco durante a história, pois apenas têm 3/4 anos, mas resultou mesmo muito bem e estiveram sempre muito atentas, entusiasmadas e motivadas;)

Caso necessitem das imagens digam que eu envio-as por email...
A versão áudio da história podem encontrá-la aqui: http://hosted.filefront.com/Ritokax

Beijocas para todos
Rita

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

"Passeio de Inverno"

Olá a todos!

Aqui fica um texto que eu escrevi para uma sessão de movimento com o grupo de estágio. Como estamos no Inverno, achei que seria interessante fazer uma espécie de "Passeio de Inverno".

Outro factor que tentei conjugar na história foi a parte do desenvolvimento com o relaxamento. Para o aquecimento irei dizer, apenas, ao grupo que imaginem que estão a passear e que vão observando o que os rodeia, que apanhei objectos, do ar e do chão, etc. Assim, irão mexendo os músculos e aquecendo-os.

“Passeio de Inverno”

Os meninos estavam todos muito tristes porque o Inverno tinha chegado, e eles tinham muito frio (imitar com frio...) e não podiam ir brincar para a rua. Mas eles olhavam pela janela(olhar pela janela...) e viam tanta coisa diferente que não acontecia nas outras estações do ano, estava a chover (fingir que chove com as mãos...), toda a gente andava com chapéus de chuva (passear com chapéu de chuva...), com roupas muito quentinhas e em alguns países até caia neve e os meninos podiam fazer bonecos de neve (fazer boneco de neve...)

O Luís era um dos meninos que estava à janela (olhar pela janela...) e começou a reparar que estavam a cair umas bolinhas brancas do céu (olhar para o céu/ fingir que estão a cair bolas brancas do céu...) era Neve. Decidiu então vestir o seu casaco (vestir casaco...), calçar as suas botas (calçar as botas...), pôs o gorro (por o gorro...), o cachecol no pescoço (por cachecol...) e nas mãos as luvas (por luvas...). E foi lá para fora brincar (abrir a porta...).

Estava tanto frio (imitar que está com frio...), o vento soprava com tanta força (soprar como o vento...), e a chuva estava a molhar o Luis, então ele abriu o seu chapéu de chuva (abrir chapéu de chuva...) e decidiu continuar com o seu passeio. Reparou que já não haviam tantos passarinhos nas árvores a cantar, as árvores estavam sem folhinhas e havia neve.

O Luis olhou para o chão (olhar para o chão...) e reparou que ele estava coberto de neve, todo branquinho. Decidiu fazer um boneco de neve (construir boneco de neve...), começou por fazer o corpo do boneco de Neve (fazer o corpo...), todo redondinho, quando já estava redondinho e gordinho decidiu fazer-lhe a cabeça (fazer cabeça...). Mas faltava os olhos dos bonecos de neve, foi procurar duas pedrinhas (procurar duas pedras...), colocou-as na cabeça do boneco (colocar olhos...), já tinha olhos, faltava-lhe o nariz, foi procurar alguma coisa que parecesse um nariz (procurar...). Encontrou o Sr. Manuel, que tinha uma quinta (falar com o Sr. Manuel) e explicou-lhe o que andava à procura. O Sr Manuel pediu ao Luis para esperar um bocadinho e voltou com uma cenoura (receber a cenoura...), era mesmo aquilo que o Luis precisava para o nariz do boneco de neve. Ele agradeceu ao Sr. Manuel e disse-lhe adeus (dizer adeus...)

Voltou para junto do seu boneco e colocou-lhe a cenoura no nariz (colocar nariz...). O Luís achou que o boneco devia de estar com frio e então deu-lhe o seu cachecol (tirar o cachecol...) e pô-lo no pescoço do boneco (por no boneco...) e deu-lhe, ainda, o seu gorro (por gorro no boneco de neve...).

Aaaaaiiiiii que, agora estava com tanto frio (imitar que está com frio...). Depois de ter dito adeus ao seu novo amigo (dizer adeus...) voltou para casa. Quando chegou a casa (abrir a porta...), estava tão cansado que foi para o seu quarto, deitou-se na sua cama (deitar...) e adormeceu...

Sonhou com o boneco de neve que tinha feito e como tinha sido divertido fazê-lo. Pensou no seu passeio e no que o Inverno tinha trazido... a chuva, o frio, o vento, a neve... Mas apesar de o tempo ser muito mau nesta estação ele achava o Sr. Inverno muito divertido.

Espero que gostem... Gostaria de saber a vossa opinião sincera sobre o texto, pois é com pessoas com mais experiência que aprendemos!
Beijinhos a Todos e Bom Ano!!!!

Rita

sábado, 27 de dezembro de 2008

História "A Família Semana"

A história da Família Semana

O casal Semana, pouco de pois de casar, teve o seu primeiro filho, a quem deram o nome de Domingo; era um menino tranquilo, gostava de jogar à bola e de brincar e tinha muita vontade de ter irmãos, para partilhar com eles o seu quarto e os seus brinquedos.
Os pais fizeram-lhe a vontade e nasceu uma irmã, a quem chamaram Segunda-feira. Era uma menina simpática e alegre, que gostava muito da cor amarela. No entanto, o Domingo queria mesmo era ter um irmãozinho pois, apesar de gostar muito da mana, ela não gostava de futebol...
Então o casal Semana decidiu tentar outra vez, para ver se nascia um menino... mas não! Desta vez nasceram gémeas, duas meninas, a quem chamaram Terça e Quarta-feira. A Terça gostava da cor verde e Quarta-feira da cor vermelha. Apesar de serem iguais, porque eram gémeas, eram muito diferentes mas muito amigas. A Segunda-feira é que ficou contente, por ter alguém com quem brincar com as bonecas...
Não havia era maneira de satisfazer o Domingo, apesar de o casal Semana ter tido mais filhos: nasceram a Quinta e a Sexta-feira. A Quinta gostava muito de azul e queria ser bailarina e a Sexta gostava muito de cor de laranja e queria ser professora. Só o Domingo continuava triste: as irmãs partilhavam os quartos e os brinquedos e ele não tinha nenhum menino para brincar!
Passado algum tempo a Sra. Semana comunicou à família que estava à espera de outro bebé, o sétimo filho, o filho número sete. O Domingo nem aguentava a espera, só queria que fosse um menino...será que era?! Sim era um menino...
Que nome lhe iriam dar? Foi o Domingo a escolher:
- Vai chamar-se Sábado, pois vai ser o meu companheiro de fim-de-semana, para descansar e para jogar à bola.

Assim ficou completa a Família Semana, o casal que tinha sete filhos! E a tua família como é?





(Tirada de um site da Internet...mas não me lembro de onde...)
Beijinhos
Rita

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

História "O João que não se Queria Vestir!"

Aqui fica uma história sobre o tema do "Vestuário", foi uma história escrita por mim, pois não consegui encontrar nenhuma para introduzir este tema.

O João que não se Queria Vestir

O João era um menino muito malandro...sabem porquê? Nunca se queria vestir. Fazia sempre uma grande birra e a sua mãe nunca o deixava ir brincar no Jardim nem ir à escola, porque ele não podia ir nu para a rua.
Mas ele tinha muita roupa no seu armário, camisolas grossas, t-shirts, calças, calções, chapéus, gorros, luvas, cachecóis. Mas nunca se queria vestir.
As suas roupas estavam sempre muito tristes, porque o João nunca as usava. A mãe do João andava sempre a dizer-lhe:
- João, tens de te vestir! Se não, ficas constipado e assim não podes ir para a rua brincar! - mas o João, nunca queria.
Então um dia as roupas do João decidiram falar com ele e mostrar-lhe como era divertido e quentinho andar vestido e, assim, não se constipava e podia ir para a escola e brincar quando ele quisesse. Um dia o João abriu uma gaveta, que ia procurar um brinquedo, e saltou de lá de dentro uma camisola que lhe disse:
- João!!!! Olá!!!!!- O João ficou tão assustado...Uma camisola a falar? Mas decidiu ouvir o que ela tinha para lhe dizer.
- Olá! Eu sou a tua amiga Camisola, que ando sempre escondida na tua gaveta e ando muito triste porque tu nunca me ligas nenhuma! Vê como eu sou bonita e macia, vê, toca-me.- O João tocou na camisola e achou-a tão fofinha.- Podes-me usar quando está frio e assim nunca mais te constipas.
- E como é que eu te visto?
- É muito fácil só tens de me vestir pelos teus bracinhos! Experimenta-me lá...
O joão experimentou a camisola e... adorou! Sentiu-se tão quentinho. Ele quis, então saber mais, porque, agora tinha frio nas suas pernas. A camisola disse-lhe então para ir ao armário e tirar de lá umas calças. E as calças também falaram com ele:
- Olá João! Estou tão feliz, é a primeira vez que te vejo, ainda não te conhecia. Eu sou as tuas amigas calças. Moro no teu armário hà muito tempo.
- És bonita calças. Prometes que me vais tirar o frio?
- Sim João, vou aquecer-te como a nossa amiga camisola.
- E como te visto? Ponho-te na minha cabeça?
- Ai João, que disparate... Não, só tens de colocar cada uma das tuas pernas nas minhas e depois apertas o botão e já está.
O João experimentou e... Adorou as suas amigas calças!
Mas o João continuava com frio... sabem onde? Nos pés... faltavam-lhe as meias e os sapatos. Perguntou aos seus amigos e eles disseram-lhe para irem à gaveta e lá ele encontrou muitas meias, até que...houve umas que saltaram da gaveta para as mãos do João.
- Olá Joaozinho!!! Nós somos as meias e estamos aqui sabes para quê?
- Não! Vão-me aquecer?
- Sim João, soubemos que tinhas frio nos teus pés e só tens de nos por nos teus pés.
O João calçou as meias e ficou tão quentinho... As meias disseram-lhe então para ir calçar uns sapatos e depois já podia ir para o jardim brincar.
O João foi, então buscar um par de sapatos e agora já estava quentinho.
Foi ter com a sua mãe que ficou muito feliz por ver que ele já se tinha vestido sem ela ter de ralhar com ele. A mãe do João explicou-lhe então que haviam muito mais peças de roupa que ele podia usar. Que umas eram para quando estivesse mais frio, como o gorro, o casaco, o cachecol e as luvas.
- E no Verão mãe? Está tanto calor... tenho de vestir, também, esta camisola quentinha e as calças? Vou ter tanto calor...
- Não João, para os dias de calor existem outras peças de roupa... Tens as t-shirts, os calções e o chapéu para não apanhares sol na cabeça.
- Boa mãe! Então agora já posso ir brincar para o jardim e ir para a escola brincar com os meninos?
- Sim, João!
O João agora passou a ser um menino muito mais feliz porque já podia ir brincar para o jardim e começou a ir para a escola onde conheceu muitos meninos com quem podia brincar.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

História "Problemas"


História "Problemas"

Era um rato e uma ratinha
Que se queriam casar,
Mas não tinham uma casa
Para onde fossem morar,
- Aquele buraquinho ali…
Dizia ela encantada.
Mas o rato disse logo:
- Oh! Isso não chega a nada!
- Aquele buraquinho ali…
É pequeno mas servia…
Púnhamos um sofá-cama…
Que lindo quarto seria!
- Ó ratinha, meu amor,
Onde é que a gente cabia?
E, depois, a filharada,
Onde é que a gente a metia?
Ó ratinha, ó meu amor,
Onde é que a gente cabia?
É melhor um apartamento
No Bairro da Rataria!
- Tira isso da ideia –
- Disse a ratinha – Não vês
Onde é que temos dinheiro
P’ra pagar ao fim do mês?
Ó ratinho, meu amor,
Dos filhos não tenhas dó:
De dia vão para a creche
E à noite para a avó.
- Aquele buraquinho, ali,
Doce a ratinha insistia…
Púnhamos um sofá-cama,
Que lindo quarto seria!
Tenho uma teia de aranha
Que de véu me serviria
Dávamos um copo-de-água…
Que lindo tudo seria!
O rato pôs-se a pensar
Nos problemas da vida.
Nos apetites dum gato,
Na guerra dos raticidas.
E a ratinha era tão linda
E ele tão bem parecido!
Fariam um lindo par
Como mulher e marido.
De casaca, com lacinho,
Uma rosa branca ao peito,
Sapatinhos de verniz,
Serei um noivo perfeito!
Se a vida passa depressa
Porque havemos de esperar?
Disse o rato convencido
A depressa se casar.
E lá deram o copo-de-água
Na caneiro da cidade:
Dizem que foram felizes
Mas não sei se é verdade.
 
ARAÚJO, M. (1993). Problemas. Lisboa: Vega

Adoro esta história e os meninos também:)